Fazemos acontecer

Tendência irreversível

Publicado na Revista Tutti Vida & Estilo | 01ª Edição | Abril | 2012
Foto: Alessandro Maschio / MBM Ideias
Morar em condomínios, verticais ou horizontais, é tendência que cresce a cada dia, não apenas por conta da segurança, mas pelas novas oportunidades de conforto e lazer que trazem. Quem garante é Rodrigo Brancalion, administrador de condomínios em Piracicaba. Ele diz que na cidade e região, a tendência fica cada vez mais evidente, pelos inúmeros lançamentos que vêm acontecendo. E Brancalion não apenas recomenda: ele mora há dois anos num condomínio horizontal. Tempo em que afirma ter a vida mudada.


Tutti - A tendência de morar em condomínio continua cada vez mais em alta?

Rodrigo Brancalion - Sim, por conta de segurança, de conforto, de lazer.

Dentre essas questões, qual a mais importante?

A segurança é o que mais conta. A pessoa se sente de fato mais segura, por ter portaria, e alguns condomínios também têm ronda, controle de acesso etc.

Mas o lazer não fica em segundo plano, não?

Conta muito. A maioria dos condomínios hoje conta com muitas alternativas. São os chamados clubes-condomínios, que têm salão de festas, sauna, piscina, academia e aí por diante. Alguns têm home cinema.

A vantagem é não precisar sair para se divertir?

Busca-se isso também: centralizar o lazer. E é em função disso que temos um mercado crescente, principalmente os condomínios fechados, de casas.

A sua empresa trabalha mais com condomínios horizontais?

É dividido entre condomínios horizontais e verticais.

São quantos condomínios?

São mais de 100, e a quantidade de prédios de apartamentos ainda é maior. Mas os loteamentos fechados estão crescendo bastante em Piracicaba.

Há regras a serem respeitadas para se morar em condomínio. O que é fundamental?

Respeito. Essa é a palavra-chave. É saber que o seu limite acaba quando começa o do vizinho.

Quais são os problemas principais?

Questão de barulho, de garagem, além do comportamento numa assembleia. A pessoa precisa entender que o processo democrático numa assembleia inclui votação. E nem sempre isso é entendido. Então, se é derrotado, cria problema.

Tem de engolir a vontade da maioria?

Não é engolir, é aceitar. Você pode não concordar com quem está governando o país, pode não ter votado nele, mas ele ganhou. Pronto. Isso é democracia. Falo isso de uma forma geral.

Como se administram essas questões?

Tem de ser sempre com bom-senso. A gente tenta explicar para as pessoas que realmente condomínio é isso. É respeito, é decisão por maioria, é saber entender o viver coletivo.

Quando a administradora interfere?

Quando é assembleia, interfere. Quando é problema de comportamento interno no dia a dia, fazemos a parte de orientação. A impresa não intervém pessoalmente junto aos condôminos, unindo reclamante e reclamado.  Mas damos orientação para o síndico. Fazemos a minuta de advertência, se for o caso, vemos também a parte de multa.

Essas questões são exceções?

Ah, sim! Não é a maioria. Se fosse a maioria, não teríamos o aumento da tendência de condomínios.

As vantagens são bem maiores?

Com certeza. Eu defendo que sim. Eu não trabalho no setor imobiliário (compra/venda/locação), mas acho que hoje a procura por condomínio, vertical ou horizontal, é muito maior que a procura por casa de rua. A tendência é partir pra isso. Estão aumentando também os condomínios de chácara, com lotes maiores.

Há quanto tempo trabalha com administração de condomínios?

Desde os 14 anos, e hoje estou com 35. Começou com meu pai fazendo um favor para um amigo, para administrar um condomínio. Era o Edifício Arcadas, na Vila Independência, nosso primeiro cliente e que está até hoje com a gente. Ficamos muito tempo só com esse condomínio. Aí vieram mais dois, e ficamos com três um bom tempo. Aí comecei a me interessar pela empresa, e crescemos.

O que você fazia?

Eu estudava e trabalhava nas horas em que não estava na escola, junto com a minha mãe.

Era uma espécie de office-boy?

Ah, fazia de tudo. Era tudo muito manual na época. Não tínhamos computador, era tudo na máquina. Eram só condomínios verticais.

Qual foi o primeiro horizontal?

Foi em 1997, o Convívio Chamonix, que fica na avenida Rio das Pedras. Era uma tendência nova, com casas no estilo americano. Sem grade na frente, com muro baixo.

Demorou para pegar esse conceito em Piracicaba?

Depende. Se você for comparar com condomínio vertical, demorou muito. No meu entender, só nos anos 90 que ‘explodiu’. E por você ter uma casa em que não tem tanta preocupação com segurança. Porque sou de uma época em que você não passava chave na porta, pegava o leite e o pão na porta. Então, é esse conceito que se tentou resgatar com o condomínio fechado.

Há essa sensação de segurança...

Dormir de porta aberta? Até pode, mas vale lembrar que não existe sistema 100% seguro.

Os funcionários, vocês também é que contratam?

Não, apenas realizamos as rotinas do departamento pessoal.

As regras dos condomínios mudam de um para outro?

Mudam. Algumas coisas são básicas, como lei do silêncio. A maioria é até as 22h, alguns vão até as 23h. Varia bastante, nem tem como quantificar. Mas todos têm suas normas internas.

A ocorrência de problemas é baixa?

O índice é baixo. Sempre tem um ou outro, mas nada assustador. E se não fosse mesmo tendência morar em condomínio, não teríamos tantos empreendimentos na cidade. E temos novos empreendimentos de todos os padrões.

E quando você fala nisso, não é da boca pra fora, pois mora num condomínio...

Eu moro. Falo por experiência própria. Moro há dois anos num condomínio. E foi um dos melhores investimentos que eu fiz para minha família.

O que mudou?

Hoje eu posso ver meu filho brincar na rua. A socialização é muito boa, acaba tendo mais contato com vizinhos. Resgata o que a gente tinha no passado. E nessa socialização, hà condomínios que promovem festas internas, do tipo noite da pizza, festa junina, de Natal etc. O que é bastante interessante também. (por Ronaldo Victoria)

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