Fazemos acontecer

Centenário em grande estilo

Publicado na Revista Tutti Vida & Estilo | 06ª Edição | Março | 2013
Foto: Alessandro Maschio / MBM Ideias
A programação de centenário do XV de Piracicaba deve ser grandiosa, promete o presidente Celso Christofoletti. Ele já entrou em contato com um quinzista famoso e assumido: o maestro João Carlos Martins, que pode fazer um grande espetáculo na cidade para marcar a data.

A novidade é apresentada nessa entrevista por Chistofoletti, eleito em 5 de novembro do ano passado, por unanimidade de votos de 31 conselheiros (quatro não votaram). Ele atua tendo como vice o empresário Luís Guilherme Schnorr, presidente do grupo Supricel. Christofoletti atuou por 35 anos no ramo de logística na Arcelor Mittal. Ele conta que assiste aos jogos do alvinegro desde a infância.


Tutti Condomínios - Como está a programação do centenário?

Celso Christofoletti - Desde o final do ano passado, quando assumimos, começamos a organizar o centenário. Começou com o lançamento da camisa, na Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba). Mas antes já fomos a algumas empresas e instituições como a Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), que nos ajudou e lançou o selo do centenário.

 

A programação já está esquematizada ou está sendo construída?

Está sendo construída junto com o marketing. Estamos mantendo alguns contatos. Ficamos sabendo que o maestro João Carlos Martins, além de torcer pela Portuguesa, se declarou torcedor do XV de Piracicaba.


Como aconteceu isso?

Encontrei com ele num hotel em Campinas. Ele me viu com a camisa do XV, me chamou e disse que o segundo time dele é o XV. Fiquei com uma cara de desconfiado e ele me disse: ‘Você não está acreditando?’


Achou que ele estava fazendo média?

Não, eu não acreditei. Aí ele me disse: ‘Na década de 70, o presidente era o (Romeu Ítalo) Rípoli, o XV foi vice-campeão paulista em 1976 contra o Palmeiras e gol foi do Jorge Mendonça. O ano passado quem fez o último gol de pênalti, na decisão, foi o Marlon’. Eu quase morri do coração. E ele cantou o hino popular.


O ‘Cáxara de Fórfe’?

E depois cantou o hino oficial, o que até me emocionou. Pedi camisas para serem dadas a ele e à esposa. Entramos em contato com o assessor dele e está praticamente certo que ele virá pra cá, para reger a Orquestra Sinfônica de Piracicaba, e já conversou com o pessoal do (maestro Ernst) Mahle .


A trajetória do João Carlos Martins é parecida com a do XV, já caiu, já levantou, se reinventou. Concorda?

Sim, acho que o maestro tem a cara do XV mesmo. Depois de tudo o que passou, ele não transmite pessimismo. O XV, independente de estar na 1, na 2 ou na 3 (bate na madeira e diz: nunca vamos voltar pra 3!), nunca perdeu a alegria.


A programação não deve transmitir essa popularidade?

Sim, e mostrar essa alegria, esse prestígio no Brasil todo. Em qualquer lugar do Brasil, todo mundo conhece. Vamos aproveitar e explorar bastante este lado. O time, às vezes, é mais conhecido que a cidade.


Qual o segredo do XV?

É essa magia. O pessoal, às vezes, explora isso de falar de time caipira, folclore. E é coisa do passado ficar bravo por chamar de time de caipira, cortador de cana. Hoje, quando chamam a gente de caipira, a gente gosta! Eu tenho orgulho caipira. Na apresentação do técnico Sérgio Guedes, eu disse: ‘Mais um caipira para esse bando de caipiras’.


Quando a paixão pelo XV lhe pegou?

Eu tinha uns 7 ou 8 anos, e ia com meu pai lá no Roberto Gomes Pedrosa, o estádio antigo. Logo fui me apaixonando, uma coisa meio inexplicável.


E nunca deixou?

Nunca! Quando tinha jogo e eu tinha outros compromissos, dava um jeito de desmarcar. Com 14, 15 anos, comecei a participar da torcida Sobrinhos do Nhõ Quim. Com 18 para 19 anos foi fundada a nossa torcida, a TUC XV, Torcida Uniformizada Camisa XV. Foi em 1976, quando disputamos o campeonato com o Palmeiras no Parque Antártica. Foi uma fase boa, porque depois participamos do Campeonato Brasileiro. Jogamos contra Grêmio, Vasco, Flamengo, Cruzeiro. Fui ao Mineirão. Estava empatado e perdemos no finzinho com gol contra do Almeida, o lateral esquerdo. Ganhamos aqui do Grêmio por 3 a 1.


E como foi acompanhar esses altos e baixos do time?

Nos anos 90 e 2000 aconteceram coisas como terceirização e empresas que vieram para cá, que nem é o caso de citar, o que acaba desmotivando. O XV acabou perdendo a identidade. Algumas dessas empresas inclusive foram enxotadas da cidade. Aí o (ex-árbitro de futebol piracicabano) João Paulo Araújo ficou presidente na época. Em outro tempo, veio ( o ex-prefeito) Adilson Maluf com a melhor das intenções, mas os resultados em campo não corresponderam.


Não adianta nada se o time não ganhar, não é?

Exato, foi uma falta de sorte. Aí o (Luís) Beltrame assumiu, em 2008, e eu voltei como diretor. E era o auge da crise, quase caímos para a série D, que seria a quarta divisão. E fomos vice-campeões da Copa Paulista, pois perdemos para o Atlético de Sorocaba aos 48 do segundo tempo. Até hoje não me esqueço disso, foi um sofrimento!


Sofrer faz parte do gene do XV?

Faz, mas acho que faz parte de qualquer clube. Se você considerar 2010, 2011, foi só alegria para a gente. Subimos da A3 para a A2 e depois fomos campeões da A2. Foram dois anos sem tristeza. 2012 teve o sufoco, quase caímos. Mas o último jogo, contra o Mogi, você pode considerar como resultado positivo, porque não caímos.


O XV luta para não cair. É isso?

Acho que tem uns 14 times que lutam para não cair. Está nivelado.


Não dá para ter o foco de ser campeão paulista?

Nós temos esse foco. Tem que ter. E nunca fui de reclamar de árbitro. Às vezes, acontecem alguns lances que a gente fica em dúvida, imagine o árbitro!


E como é lidar com as críticas?

Não tem como aprender a lidar com crítica, ainda mais na minha idade. Depende do perfil de cada um. Quando sou criticado, volto ao passado, lembrando quando criticava e acabo absorvendo da melhor maneira. (por Ronaldo Victoria)

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