Fazemos acontecer

Bom menino

Publicado na Revista Tutti Vida & Estilo | 06ª Edição | Março | 2013
Foto: Alessandro Maschio / MBM Ideias

Entidade completa 50 anos e atende 60 crianças e adolescentes de zero a 18 anos

Acolhimento é a palavra de ordem na Casa do Bom Menino. Em seus 50 anos de história, a entidade, que nasceu para dar atenção especial às crianças em situação de rua na região central de Piracicaba, cresceu e profissionalizou-se na dedicação às pequenas vítimas de agressões, abandono ou abuso no ambiente familiar. “Não atendemos menores infratores. Na verdade, todos eles são vítimas”, salienta o presidente da Casa do Bom Menino, Guilherme Monaco de Mello.

A evolução do atendimento na Casa do Bom Menino passou pela divisão de público conforme idade e sexo. Os jovens do sexo masculino e com idade entre 12 e 18 anos são acolhidos na Casa do Bom Menino. Na Casa Raquel, ficam as jovens adolescentes na mesma faixa etária. O Centro Educacional Infantil recebe as crianças com até 12 anos de idade.

“São 60 pessoas acolhidas, entre crianças e adolescentes, e cada casa atende 20 deles. Todos chegam à entidade por meio do Poder Judiciário porque tiveram, de alguma forma, seus direitos violados”, conta o presidente da casa. Para atender à demanda, a instituição tem um quadro de 48 funcionários entre psicólogo, assistente social, educador, nutricionista, cozinheiro e pessoal do departamento administrativo.

Estudar é outra palavra de ordem na Casa do Bom Menino. Todos, crianças e jovens, estão matriculados nas escolas públicas de Piracicaba – municipais ou estaduais – e participam das atividades da administração pública, entidades piracicabanas e das realizadas por voluntários. “No fim do ano passado, durante as férias, a entidade participou das ações organizadas pela prefeitura no antigo ´Palmeirão´. No ano anterior, eles participaram das férias no Sesi.”

Muito além das rotinas diárias, o presidente da entidade destaca que frequentar a escola é condição fundamental para poder integrar as demais atividades do grupo. “A evasão escolar era nosso principal problema. Hoje todos estão estudando e oferecemos também reforço escolar na entidade”, informa Guilherme de Mello.


Instalações da casa que recebem crianças encaminhadas pela JustiçaINDIVIDUALIZAÇÃO

A atual gestão da entidade está na direção desde 2009. De lá para cá muitas mudanças aconteceram na Casa do Bom Menino. A partir da implantação de um projeto político-pedagógico, o atendimento foi humanizado e cada criança passou a ter seu histórico individual.

“É a primeira vez que a entidade teve um projeto nesses moldes e, também, pela primeira vez, cada pessoa acolhida tem sua ficha individualizada. Agora, o tratamento acontece de maneira particular e cada história recebe os cuidados necessários”, relata o presidente.

A adoção tardia é outro assunto tratado com profissionalismo pela gestão atual. Como é difícil acontecer a adoção dos jovens, a preparação para o mercado de trabalho tem um foco muito especial no sentido de dar projeção de futuro na vida desses adolescentes. As duas principais frentes são o Projeto Pérola – aulas de informática e cidadania –, implantado desde o final de 2011, e a parceria com empresas locais para estágio dentro do programa Menor Aprendiz.

Após colocar a casa em ordem, Guilherme de Mello dribla outro problema que persiste: as contas no fim do mês. A fonte de renda da entidade vem da arrecadação durante a Festas das Nações, de um repasse da administração pública e de doações voluntárias. “Mas é difícil fechar essa conta”, declara o presidente da casa. Do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Fumdeca) chegam recursos para pagar um projeto educacional na entidade. (por Cristiane Bonin)

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