Fazemos acontecer

Olho na dengue

Publicado na Revista Tutti Vida & Estilo | 07ª Edição | Maio | 2013
Foto: Alessandro Maschio / MBM Ideias

Mosquito que transmite a doença pode chegar até os andares mais altos dos edifícios

Apesar de mais rara, a presença do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, nos andares mais altos dos edifícios é possível. O alerta é do coordenador do PMCD (Plano Municipal de Combate à Dengue) da Secretaria Municipal de Saúde, André Rossetto. “Os casos são raros, mas pode acontecer. O mosquito trabalha sempre com a lei do menor esforço, mas pode atingir andares mais altos usando o elevador, por exemplo”, fala Rossetto.

Para o especialista, a informação não é motivo para que os moradores de condomínios verticais entrem em pânico. Rossetto defende que a prevenção à doença é um dever de todos e que cada um deve fazer sua parte. “Infelizmente as equipes de combate à doença da secretaria enfrentam um número alto de recusa à visita em condomínios e isso dificulta um pouco nosso trabalho”.

Segundo Rossetto, a visita dos agentes de combate à dengue nos condomínios é realizada mediante agendamento prévio com o síndico. “Fazemos isso para facilitar. Mesmo assim é alto o número de imóveis fechados ou sem a presença de um adulto responsável”.

Nos condomínios horizontais, os agentes visitam todos os imóveis e as áreas comuns, orientam os moradores, retiram criadouros e aplicam larvicida nos criadouros não-removíveis. Já nos condomínios verticais, o trabalho se concentra nas garagens, térreo e vai até o primeiro andar, incluindo apartamentos e áreas comuns. “Fazemos a orientação da aplicação correta do inseticida nos imóveis e o bloqueio mecânico. Em condomínios horizontais fazemos ainda a nebulização”, destaca Rossetto.

Exemplos

Síndico do Edifício Atlantis, na região central de Piracicaba, Antonio Carlos Nabuco Lastória acha importante a prevenção à doença. “Aqui temos quatro piscinas e todas são cloradas e têm a água tratada. Além disso, fazemos a orientação dos moradores sobre a importância de não deixar água parada em vasos, por exemplo”, afirma. Lastoria diz desconhecer a possibilidade da atuação do Aedes aegypti nos andares mais altos dos edifícios. Em condomínios de prédios altos, sempre achamos que o mosquito não chega.

À frente do Edifício Lerian, no Jardim Elite, há pouco menos de um ano, Paulo Sérgio Schincariol considera importante o trabalho de prevenção. “Não temos piscinas, mas todos os vasos possuem cascalho moído para evitarmos a água parada. Fazemos ainda a orientação dos moradores por meio de cartazes da própria Secretaria de Saúde colocados nos quadros de aviso do prédio”, ressalta o síndico.

Rossetto alerta que o cuidado deve ser redobrado com piscinas e com imóveis em construção. “As piscinas devem ser cloradas para evitar problema e nas construções o trabalho é dobrado, pois a água pode empoçar em latas de tinta, lonas dobradas e lajes”. (por Rodrigo Guidi (especial para a Tutti Condomínios))

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