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Síndrome Dolorosa Miofascial: você conhece?

Publicado na Revista Tutti Vida & Estilo | 07ª Edição | Maio | 2013
Foto: Stock.xchng

Problema de origem muscular tem tratamento fácil e eficaz

A dor é o principal motivo que leva o paciente às clínicas de fisioterapia. Chegando ao extremo da incapacitação de movimentos e a se assemelhar a doenças preocupantes como uma hérnia de disco, o diagnóstico de Síndrome Dolorosa Miofascial (SDM) pode ser a luz no fim do túnel.

De origem muscular e caracterizada pelo aparecimento de nódulos, esta síndrome pode ser contornada de maneira simples, descartando procedimentos mais complexos como as intervenções cirúrgicas.

A boa notícia dada pelo fisioterapeuta especialista em postura e ortopedia e traumatologia, Luiz Marques da Rocha Neto, é que a síndrome pode ser tratada de forma fácil e eficaz. O especialista explica que a SDM é um problema muscular de uma ou várias regiões do corpo, caracterizada tanto pela presença de dor local e/ou irradiada para uma região do corpo. “As tensões das faixas musculares e os pontos sensíveis na musculatura podem ser percebidas com a ponta dos dedos, os famosos pontos-gatilhos (PG), vulgarmente conhecidos como nódulos musculares”, explica o fisioterapeuta.

Junto com a dor, a pessoa também pode sentir uma redução tanto da força muscular quanto da amplitude de movimento da articulação na região com problemas, informa Rocha. Também pode haver a sensação de peso e de queimação em um membro ou região específica. “Trata-se, dessa forma, de uma afecção, principalmente dos músculos, mas também das fáscias, dos tendões, ligamentos, bursas e cápsulas articulares.”

A SDM geralmente é o diagnóstico mais comum para aqueles casos de dor nas costas, principalmente, nas regiões da cervical, cintura escapular e lombar, relata o especialista. A síndrome, segundo o fisioterapeuta, pode ter sua origem em processos degenerativos, metabólicos, inflamatórios, infecciosos, neoplásicos (tumores), grandes ou pequenos traumas de inúmeras estruturas do corpo.

TRATANDO

As dores musculares não devem impedir uma vida normal e saudável, e por isso é necessário um diagnóstico claro para um tratamento eficaz. Para evitar que pequenos problemas apareçam ou que ganhem dimensões de sérias complicações, o melhor caminho é procurar um fisioterapeuta.

O profissional especializado conferirá o sucesso ao tratamento da SDM. “O fisioterapeuta deve interrogar o paciente a fim de conhecer o histórico da dor, investigando, por exemplo, qual ou quais as suas queixas; como utiliza seu corpo em suas atividades rotineiras, sejam domésticas ou profissionais; se a região da queixa já foi alvo de algum trauma”, enumera o Rocha.

Ele salienta que os nódulos devem ser tratados, de preferência, com técnicas específicas e indolores. “É valido um breve comentário acerca dessa colocação, pois existe uma cultura erroneamente difundida de que as técnicas de tratamento da musculatura, para serem eficazes, têm que causar dor.”

O tratamento adequado, segundo ele, também engloba a reeducação de maus hábitos posturais e a maior consciência do corpo para utilizá-lo de maneira harmônica e com menor sobrecarga das estruturas. (por Cristiane Bonin)


PERFIL DOS PACIENTES COM SDM

- Indivíduos de ambos os sexos, mas com maior incidência entre mulheres, principalmente as de meia-idade e sedentárias.
- Faixa etária entre 31 e 50 anos de idade.

Fonte: Fisioterapeuta Luiz Marques da Rocha Neto.
Contato: luizfisio@hotmail.com.

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