Fazemos acontecer

Portaria Legal

Publicado na Revista Tutti Vida & Estilo | 20ª Edição | Junho | 2015
Foto: Guilherme Miranda

Eles são profissionais fundamentais para o bom funcionamento de qualquer condomínio. Conheça os porteiros, suas histórias e seu trabalho

 
José Manoel da Silva - Edifício Dona Mercedes Bortoletto
O pernambucano está há 26 anos na portaria do prédio localizado na Vila Prudente. Acha o serviço leve, comparado com o que já encarou. “Eu trabalhava com máquinas pesadas, como guincho e betoneira. Hoje meu trabalho é mais leve. Mas é também uma lição de tolerância, de compreensão. Você precisa saber conviver com as qualidades e os defeitos dos moradores”, afirma. Logo que chegou de Palmares, pois a fábrica em que trabalhava fechou, ele começou a trabalhar no prédio. “Na época em que vim era diferente, eu não me acostumava com o frio que fazia no Inverno”, conta José, que foi casado e tem dois filhos e passa com eles o pouco tempo livre.
 
 
Creusa Oliveira Araújo - Edifício Polaris
Ela conta que virou porteira por acaso. “Um amigo de meu marido, que era síndico, ligou para ele e quem atendeu fui eu. Quis saber o assunto e ele falou que precisava de alguém para a portaria. Eu perguntei: por que não eu?”, lembra. Isso aconteceu há 16 anos. Foram seis num outro prédio e 10 no Polaris. Creusa havia acabado de voltar de Três Lagoas (MT), onde era agente educacional, mas não achava colocação na área. Encontrou-se na função. “Eu gosto do que faço, sou comunicativa e procuro me dar bem com todo mundo”, diz. Com três filhos e seis netos, ela confessa que faz jornada dupla. “Eu saio daqui e tenho de cuidar de casa. A gente descansa carregando pedra.”
 
 
João de Lisboa - Edifício Ônix
O piauiense de Piri-Piri, que está há 15 anos na portaria, conta que gosta do serviço, mas às vezes sente falta do trabalho mais pesado que tinha na construtora. “Eu gosto daqui, o pessoal é bacana, mas tem horas que é um pouco parado”, diz. É que Joãozinho, como é conhecido, confessa que é agitado. Diz que é assim desde quando morava no interior do Estado. Dos sete filhos da família, só três ficaram na cidade de origem, para onde ele não volta há algum tempo. O tempo livre ele passa ao lado dos filhos, dois meninos, um de 13 e um de cinco anos. “Procuro aproveitar bem esse tempo porque é raro.”

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