Fazemos acontecer

Portaria Legal

Publicado na Revista Tutti Vida & Estilo | 21ª Edição | Julho | 2015
Foto: Guilherme Miranda

Eles são profissionais fundamentais para o bom funcionamento de qualquer condomínio. Conheça os porteiros, suas histórias e seu trabalho

 
Ivani de Campos Cunha - Edifício Manhattan
A porteira anda cheia de orgulho, já faz algum tempo e não é sem razão. É que ela percebe o resultado de todo o esforço, dela e do marido, que trabalha na Raízen. “Meus três filhos estão todos encaminhados, estudados e dando muita alegria pra gente”, conta. Diego, o mais velho, é formado em agronomia e trabalha em Tocantins. Gustavo, o do meio, fez engenharia de automação; o caçula, Renato, está no 4º ano de engenharia florestal e faz estágio numa universidade americana. “Quando eu vejo isso, sinto que valeu todo o esforço”, afirma. Além de trabalhar na portaria das 14h às 22h, em três dias da semana ela faz faxina num apartamento.
 
 
Eurides Zarratin - Edifício Faride Maluf Alves
Faz 15 anos que esse piracicabano da gema, de 68 anos, trabalha na portaria do prédio. “Eu me aposentei cedo, com 45 anos. Comecei também a trabalhar muito cedo, com 15 anos”, lembra. Eurides foi funcionário na fábrica de papel do Monte Alegre. Ele até se recorda que seu primeiro registro em carteira é do dia 13 de maio de 1961. O serviço, ele conta, era bem pesado. “Eu comecei fazendo tratamento da água para o papel e depois trabalhei no laboratório com produtos químicos.” Hoje ele acha o trabalho bem mais leve e conta que não aguenta ficar em casa sem fazer nada. Viúvo, mora no Jardim Brasília, numa casa ao lado da única filha.
 
 
Jorge Eliseu - Edifício Lendinara
Esse charqueadense está há 17 anos na portaria. Gosta do trabalho, embora às vezes sinta falta de movimento. “É muito gostoso, você aprende a conviver e a ter paciência com os outros. Mas gostaria de ter mais ação”, explica. Não é para menos. Eliseu, como é conhecido, foi gari no tempo da Vega-Sopave. Metade dos dias começava em Santa Teresinha e nos outros começava no Piracicamirim, e ia até Tupi. “Eu calculo que corria uns 100 quilômetros, mas não era direto. A gente parava”, conta. Mesmo assim, era vida de maratonista. Depois continuou no pesado, na seção de laminados da Dedini. Só depois veio a portaria. Hoje, está separado e mora com uma irmã no Eldorado. “Adotei uma menina que hoje tem dois filhos, então sou avô. E não penso mais em me casar.”

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