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Tech Tutti - Ih! Tinha backup?

Publicado na Revista Tutti Vida & Estilo | 21ª Edição | Agosto | 2015

 

 

 

 

Por Glauco de França Paula

glaucorfpaula@hotmail.com
 
Muita gente já perdeu dados importantes ou teve que refazer um trabalho que estava quase todo pronto. E quem ainda não perdeu fotos que foram passadas da máquina fotográfica ou do celular para o HD? Viver sem uma rotina de backup é viver perigosamente.
 
Vejam o meu caso: há alguns anos, vendi todos os meus CDs, mas converti todos para MP3 e gravei num HD externo. O HD caiu no chão e nunca mais funcionou. Depois, vendi todos os DVDs, mas dessa vez gravei todos os AVIs que havia convertido num HD de 2Tb. Então, o HD deu pane e perdi todo o conteúdo. Aí, vem a pergunta: “Mesmo fazendo backup corre-se o risco de perda?”. A resposta não é tão simples. O que eu tinha não era backup. A definição de backup é ‘cópia de segurança’. Quando eu vendi os CDs e os DVDs, fiquei sem os originais, logo, a cópia deixou de ser cópia e passou a ser o original.
 
Para fazer o backup de modo correto, é necessário que ele se torne um hábito e tenha suas regras e técnicas bem definidas. Não basta apenas copiar o trabalho que está em andamento num pen drive e achar que está tudo seguro. Não está! Pode acontecer durante o processo de cópia, dos arquivos do dia anterior no pendrive sobrescreverem os arquivos mais atuais do HD, por engano. O risco de copiar arquivos velhos por cima dos novos é grande. Basta uma pequena desatenção. Como o backup, geralmente, é a última coisa a ser feita durante a jornada de trabalho, a pressa pode significar perigo.
 
O Windows vem com um aplicativo de backup nativo. Para acessá-lo, clique no botão Iniciar e depois em Painel de Controle, Sistema e Manutenção e, finalmente, em Backup e Restauração. Mas, existem programas específicos e mais abrangentes para backup, uns pagos e outros gratuitos. Em todos, temos três abordagens: o backup completo, o diferencial e o incremental. Todos podem ser programados para execução automática e rotineira em data e hora especificadas. Os dois últimos requerem o backup completo na primeira vez que forem executados. O backup completo permite escolher os arquivos dos quais você quer ter uma cópia de segurança.
 
A forma diferencial copia somente os dados que foram alterados ou criados desde o último backup completo. O backup incremental executa uma cópia dos arquivos que foram alterados ou criados desde o último backup incremental. Para ser restaurada a cópia, o diferencial precisa do arquivo de backup completo e do último backup diferencial. O incremental precisa do
backup completo e de todas os arquivos incrementais gerados depois do completo.
 
Diz o ditado que o pênalti é tão importante, que deveria ser cobrado pelo presidente do clube. O mesmo vale para o backup. Se você achou a explicação acima muito complexa, chame um técnico. Ele vai poder avaliar seu sistema e adequar a rotina de backup ao seu orçamento.
 
Glauco de França Paula é web developer e professor de informática para a Terceira Idade.

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