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Sete erros

Publicado na Revista Tutti Vida & Estilo | 02ª Edição | Junho | 2012
Foto: Nilo Belloto
Construir um imóvel pode ser uma experiência prazerosa quando se busca a orientação de um bom arquiteto. Se você abrir mão dessa ajuda, pode acabar descobrindo problemas que teriam sido evitados com a ajuda profissional de quem entende do assunto. Nesta matéria, o arquiteto Zepa Renci enumera os sete erros mais frequentes nas construções que são erguidas sem um projeto arquitetônico profissional e de qualidade. Saiba quais são eles!

 

1 - Concepção espacial

Um arquiteto tem formação para, ao desenvolver um projeto, definir um conceito que orienta as decisões de um trabalho em uma determinada direção, organizando e excluindo as variantes. O conceito situa-se num plano abstrato, para a definição do melhor partido arquitetônico. Partido arquitetônico é o nome que se dá à consequência formal de uma série de determinantes, tais como o programa do edifício, a conformação topográfica do terreno, a orientação, o sistema estrutural adotado, as condições locais, a verba disponível, as condições das posturas que regulamentam as construções e, principalmente, a intenção plástica do arquiteto.

 

2 - Abertura do imóvel em relação aos pontos cardeais

O arquiteto deve fazer a disposição dos ambientes levando em consideração o posicionamento dos pontos cardeais para não submeter espaços que não sejam adequados a receber muita ou pouca insolação. O sol, apesar de variar um pouco de posição entre Verão e Inverno, incide de maneira constante. Portanto, é muito importante considerar a sua posição para situar os ambientes e abri-lo de maneira apropriada.  


3 - Coerência da linguagem adotada

É importante definir uma linguagem que combine com os valores e preferências de cada cliente. É uma questão de gosto, cada um tem o seu. A partir da escolha da linguagem a ser adotada, deve-se conduzir o trabalho tendo muita coerência nas decisões. Cada linguagem tem os seus ornamentos adequados, ou a sua ausência (nos projetos modernos). Materiais bem escolhidos, nem sempre os que apresentam custos elevados, podem produzir bons resultados, se houver coerência entre eles e a linguagem adotada.


4 - Planejamento

O bom projeto cumpre o papel de planejar. Deve se gastar mais tempo planejando do que executando. Quando se tem certeza do que se quer, os erros são minimizados. Neste contexto, as maquetes eletrônicas contribuem bastante, pois proporcionam a visualização do que está sendo proposto e permitem a análise plena do cliente. É muito mais fácil fazer mudanças durante a fase do projeto do que durante a obra. Um bom planejamento é capaz de evitar aborrecimentos e atrasos.


5 - Dimensão dos ambientes

É importante produzir um layout com disposição de mobiliário (com suas medidas adequadas) para avaliar se o espaço físico está sendo dimensionado de maneira correta e se a circulação é eficiente. Tomando este cuidado, há um melhor aproveitamento da mobília utilizada e é provável prever se será possível utilizar também móveis antigos que contenham algum valor sentimental.  


6 - Conforto ambiental

Existem duas maneiras de se conseguir conforto ambiental: na elaboração do projeto e na escolha dos materiais que estarão presentes na obra. Ao projetar, existem inúmeras maneiras de melhorar o conforto ambiental, como por exemplo a opção por uma ventilação cruzada; a observação do posicionamento solar  etc. Na escolha dos materiais, o arquiteto tem o ‘poder’ de usar seu conhecimento, especificando materiais ecologicamente corretos que contribuam para o conforto ambiental da obra e preservação da natureza (sustentabilidade).


7 - Coerência na relação exteriores/interiores

No desenvolvimento do projeto, o arquiteto, mais do que qualquer outra pessoa, tem consciência de como pode ser seu interior. Esse profissional saberá como valorizar os ambientes, os objetos e como utilizar melhor a iluminação. Desta forma, há uma correlação positiva entre exteriores e interiores.

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